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Uma raia-manta-de-recife vista de baixo, com o ventre marcado de manchas brancas e as fendas branquiais visíveis, planando acima de um fundo de areia

A raia-manta-de-recife

Mobula alfredi

Animal

A raia-manta-de-recife frequenta as estações de limpeza e plana acima dos mergulhadores que ficam calmos. Suas melhores chances estão na Tailândia, na Indonésia e na Nova Caledônia, sobretudo de dezembro a abril; no Mar Vermelho, o encontro é mais raro, em Elphinstone de maio a agosto ou em Daedalus de dezembro a abril.

Onde mergulhar para ver a raia-manta-de-recife?

Como reconhecer a raia-manta-de-recife?

A raia-manta-de-recife mede quase sempre de 3 a 3,50 metros de envergadura, e até 5 metros as maiores; sua prima, a manta-oceânica, tem de 4 a 5 metros em média e vive em mar aberto. O dorso é escuro, o ventre branco marcado de manchas pretas cujo desenho é próprio de cada indivíduo, o que permite reconhecê-las de um ano para outro. Dois lobos cefálicos emolduram a boca, que ela mantém aberta para filtrar o plâncton. Ela não tem ferrão nem dentes cortantes: é inofensiva.

Como vive a raia-manta-de-recife?

Ela vive perto das costas e dos recifes dos mares tropicais, onde frequenta as estações de limpeza, cabeços de coral onde pequenos peixes vêm livrá-la dos parasitas, e as zonas ricas em plâncton. Ela pode descer fundo para se alimentar, até 672 metros na Nova Caledônia. A gestação dura de 12 a 13 meses para um único filhote, que nasce com 1,40 metro de envergadura e 9 quilos. Rápida em caso de perigo, a 24 km/h na fuga, ela tem poucos predadores; a ameaça é a pesca, e a espécie é classificada como vulnerável depois de uma queda brutal das populações em vinte anos.

Onde e quando ver a raia-manta-de-recife?

No Mar Vermelho, a raia-manta aparece nos recifes de mar aberto, no sul. Em Elphinstone, ela sobrevoa os platôs de maio a agosto. Em Daedalus, aparece mais no inverno e na primavera do hemisfério norte, de dezembro a abril. Nas Brothers, ela só está de passagem, no verão do hemisfério norte. Aqui, vê-la é mais questão de sorte do que hora marcada. Quando acontece, é na borda dos platôs, na corrente.

Na Tailândia, Koh Tachai Pinnacle é o ponto das mantas do Mar de Andaman. De dezembro a maio, elas vêm se alimentar acima dos pináculos ou girar em volta deles. Em Hin Muang, elas chegam muitas vezes em grupo às estações de limpeza, em janeiro e fevereiro. Na Indonésia, em Raja Ampat, a temporada vai de dezembro a março. Em Magic Mountain, em Misool, elas frequentam uma estação de limpeza rasa. Você as vê girar durante a parada de segurança.

No Pacífico, o canal de Boulari, na Nova Caledônia, tem sua estação de limpeza num platô, a 13 metros. As mantas vão lá o ano todo, sobretudo de janeiro a abril. Na Polinésia, elas às vezes passam na saída do canal sul de Fakarava, em junho e julho, para comer os ovos das garoupas. Na maioria desses pontos, a alta temporada cai entre dezembro e abril.

A raia-manta-de-recife é perigosa?

Não. A manta não tem ferrão, ao contrário das raias-de-ferrão, e a boca só serve para filtrar o plâncton. Ela é curiosa e se aproxima de bom grado de um mergulhador calmo. A única regra é nunca tocar nela, porque o muco que protege a pele não se recupera, e não nadar na direção dela: fique baixo, respire devagar e deixe que ela passe por cima.

Nossa dica

Fique baixo e imóvel perto de uma estação de limpeza ou na borda do platô, e deixe que ela venha: ela muitas vezes plana acima dos mergulhadores calmos. Nunca toque nela, não nade na direção dela e nada de flash em sequência.

Créditos das imagens

Fotos com licença livre, creditadas ao autor; o link leva à fonte.